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23
Mai
2026
Garra, amor, fé, teimosia e um pouco de vinho: a receita da baiana Maria para chegar feliz aos 100 anos

Garra, amor, fé, teimosia e um pouco de vinho: a receita da baiana Maria para chegar feliz aos 100 anos

Família se prepara para comemorar o centenário da baiana que mora há mais de 50 anos no Guanandi.

Nascida no edia 23 de maio de 1926 em Vitória da conquista, município do estado da Bahia, Maria Rosa do Amaral veio para Campo Grande há mais de 50 anos e se instalou no Guanandi, onde mora até hoje. Agora, às vésperas do aniversário de 100 anos, os familiares preparam uma festa para celebrar a vida da matriarca com tudo o que ela conhece bem: amor, fé, família, alegria e uns golinhos de vinho.

Em conversa com a neta, Charlene Amaral, ela conta que a avó trabalhou na lavoura desde a infância e que sempre foi uma mulher de muita garra. "Sempre esteve disponível para ajudar, para servir, e nunca esmoreceu por qualquer situação que seja; mesmo com todas as dificuldades, criou 14 filhos (7 homens e 7 mulheres), o sustento e alimento vinham da roça".

Depois que todos os filhos cresceram e já estavam encaminhados na vida, Maria ficou viúva, mas ainda assim, sua casa nunca ficou vazia. "Sempre com o carinho dos filhos, netos que sempre enchiam sua casa de bagunça, alegria, às vezes, ela tinha que dar umas belas broncas, mas sempre foi muito respeitada e admirada por todos que ali moravam ou a visitavam."

A família é grande, pois, dos 14 filhos de Maria, vieram 38 netos, 60 bisnetos e 11 trinetos, além de genros, noras e mais os agregados, "que vêm a todo momento para aprender um pouco, viver um momento que seja ao lado dela, sendo sempre muito bem acolhido", explica Charlene.

Nem tudo são flores, mas a vida segue...

Apesar de a história de Maria ser bonita e repleta de bem-querer daqueles que cercam, quer tenham o mesmo sangue que ela ou não, infelizmente, a vida também é cheia de vicissitudes.

"Algumas situações a deixaram muito triste, a perda de 3 filhos, e seus irmãos mais novos; ela é a mais velha de 17 filhos (estando vivos além dela, os dois mais novos); mas sem nunca desanimar ou desistir e seguir em frente, pois fizeram dela alguém com mais vontade de lutar, e ensinando aos filhos e a qualquer pessoa que esteja próxima a sempre agradecer", relata a neta.

A caridade, vinda do fundo do coração, também sempre foi uma marca de Maria. Charlene conta que até pouco tempo atrás - e durante toda sua vida - Maria Rosa sempre dedicava um pouco de seu tempo para se doar aos outros. "Fazia visita aos doentes, sendo vizinhos, amigos, família, ou qualquer um que precisasse de um cuidado ou de uma oração."

A fé sempre esteve à frente, também. "Por mais de 60 anos fez parte da 'Legião de Maria'. Devota de Nossa Senhora, se assemelha a Ela, pela humildade, pela caridade, e [por ser uma] mãe que acolhe. Está sempre orando por toda a família e transmitindo a fé a todos nós", relata Charlene, com carinho.

'Quando cheguei aqui, era tudo mato...'

Literalmente, Maria Rosa chegou ao bairro Guanandi, em Campo Grande, há 55 anos e pegou o início do residencial, quando nem bem havia ruas passando por ali.


"Quando chegou em Campo Grande com a família, já foi morar no Guanandi, onde não tinha muitas casas. Passavam por um trilhazinha até chegar em casa, pois era muito mato e distante uma família da outra, então, [ela] viu nascer o bairro onde mora há mais de 55 anos."

Teimosa? Sim. Fofa? Também.

Charlene se derrete ao falar sobre peculiaridades da avó, como o chá que ninguém faz igual; ensinamentos, como o de sempre agradecer e cuidar da família, e o "jeitinho" teimoso de ser. "Consegue ser doce até quando é teimosa! Sim, uma característica marcante."

"-- Vamos por um casaco?'
"-- Não precisa, não estou com frio'.
"-- Vó, seu pé está gelado, vou pegar uma meia!'.
"-- Não traz, porque não vou pôr".
"'-- Mãe, sua blusa sujou, vamos trocar de roupa?' E ela logo responde: 'Para quê? Tá limpa, não precisa'".
"'-- Mãe, quer um copo de água?' Ela quase sempre responde: 'Não estou com sede".
"'-- Vó, já almoçou, então vai dormir um pouquinho?' E lá vem ela dizendo: 'Mais logo, vou esperar fazer o quilo'".

Centenário da Vovó

A família está envolvida nos preparativos para a comemoração dos 100 anos de Dona Maria Rosa, e é claro, a ansiedade toma conta de todos diante de uma data tão importante quanto essa.

"Estamos todos muito ansiosos pela chegada deste momento, e para reação dela ao rever tantas pessoas juntas. Algumas virão de longe para celebrar essa data, outras, de bem pertinho, mas temos maravilhosas expectativas para uma festa que vem sendo preparada há um ano. Mesmo que alguns não possam vir participar, ainda assim será uma festa incrível", conta a neta.

Sobre o segredo para a longevidade de Maria Rosa, Charlene aponta para o afeto diário. "Primeiramente, ela nos ensinou a amar, e está sempre rodeada de todos aqueles que a amam, cercada de alegria, sempre tem alguém disponível ao lado dela."

É claro, outros fatores também entram nessa equação. Coisas que, na verdade, não são nada secretas. "Ela ainda toma guaraná todas as manhãs. Sempre gostou de plantas e de costura (fazia colchas de retalho, tapetes e pequenos reparos nas roupas da família), e ainda hoje faz o crochê sem preguiça. Ah... e de vez em quando toma um golinho de vinho", finaliza.


Fonte: TopMídiaNews/Méri Oliveira

Foto: Preparativos para a celebração dos 100 anos começou já no aniversário anterior / Arquivo pessoal

REDAÇÃO CONEXÃO X BRASIL

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